Árvores da Mata Atlântica
  Conheça um pouco mais a biodiversidade da Mata Atlântica através de algumas de suas espécies.

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espécie desejada:

 
CRÉDITOS

Textos e fotos produzidos por alunos das disciplinas Dendrologia e Dendrologia Aplicada, do Departamento de Ciência Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, e revisados pelos professores Luiz Carlos Marangon, Ana Lícia Patriota e Isabelle Meunier.

Amescla-de-cheiro
 
Nome científico: Protium heptaphyllum (Aubl.) March

Família: Burseraceae.

Nome popular: Amescla-de-cheiro, almecegueira-cheirosa, almecegueira vermelha.

Informações ecológicas: A amescla-de-cheiro é uma árvore da Mata Atlântica pernambucana, presente também nas florestas ombrófilas e estacionais semidecíduas do Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. É uma planta que, por perder parte de suas folhas na estação seca, é denominada de semidecídua e, por necessitar, para o seu desenvolvimento, da luz solar direta, é considerada heliófita (hélios=sol). Como uma espécie secundária inicial, é encontrada nos primeiros estágios de sucessão da Mata Atlântica. Seus frutos são muito procurados pelos pássaros, que são responsáveis pela dispersão da espécie. Serve muito bem à recuperação de áreas degradadas e é especialmente recomendada para plantios em áreas ciliares (às margens de cursos d’água ou de lagos e açudes), em reflorestamentos de áreas de preservação permanente. Seu uso é recomendado também em praças, jardins, parques e até mesmo na arborização de calçadas.

Características morfológicas: Apresenta copa simples, de densidade foliar intermediária. Quando sofre uma injúria qualquer no tronco, libera um líquido esbranquiçado, com odor agradável. Também exala um cheiro bom quando se destaca alguma de suas folhas. Essa característica lhe dá o nome de amescla-de-cheiro. Suas folhas são compostas, apresentam predominantemente 7 folíolos e são alternas. A casca morta, coberta de liquens, áspera, possui cor cinza-acastanhada e lenticelas em grande número. A casca viva possui odor agradável, cor amarelada; após oxidação apresenta modificação da coloração para avermelhada.

É poca de floração: A partir do mês de junho, prolongando-se até agosto.

Fotos Serliete Carvalho, no campus da UFRPE e no Parque Estadual de Dois Irmãos, Recife.

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Base do Tronco
Casca externa
Frutos da amescla